segunda-feira, 16 de outubro de 2017

ESTRADAS INTERDITAS


A quem puder interessar, o quadro da GNR com indicação das 16 estradas cortadas por força dos incêndios que assolam o país. Clique na imagem.

ORGULHOSAMENTE SÓS?


Quem responde pela destruição da economia catalã?
Clique na imagem.

NEM SIM NEM SOPAS


Depois de arrastar a Catalunha para um referendo inconstitucional, e de encenar o espectáculo do passado dia 10, Puigdemont não é capaz de assumir os seus actos. À pergunta de Rajoy sobre se declarou ou não a independência unilateral, responde com um pedido de reunião urgente. Devia tê-lo feito há dois meses. A carta que enviou a Madrid é o retrato de alguém que deu um passo maior que a perna.

Clique nas imagens para ler as duas páginas.

FOGOS

A situação dos fogos é muito grave, com 27 mortos confirmados até ao momento, cerca de 60 feridos em estado grave, pessoas desaparecidas, aldeias evacuadas, estradas cortadas e centrais da EDP atingidas.

domingo, 15 de outubro de 2017

MOGADÍSCIO

O atentado que hoje teve lugar na capital da Somália provocou mais de 300 mortos e cerca de 500 feridos, números que devem aumentar pois os escombros ainda estão a ser removidos. O ataque foi reivindicado pelo grupo islamista al-Shabaab. Modus operandi: um camião com cem quilos de explosivos fez-se detonar junto a um hotel que desabou.

sábado, 14 de outubro de 2017

HAPPY VALLEY?

Como vi a entrevista de Sócrates em diferido, julguei que o aparecimento inopinado da série policial Happy Valley fosse defeito da gravação.

Só hoje soube, pelo Observador, ter-se tratado de ‘erro técnico’ da RTP. Há coincidências tramadas! Logo no meio de uma das respostas mais esperadas do antigo primeiro-ministro. Paulo Dentinho, o director de informação, desculpa-se com o prolongamento da entrevista. A série teria sido activada automaticamente no momento previsto.

Tudo isto pode ser verdade, mas o público tem direito a um esclarecimento formal da RTP e a um pedido de desculpas do senhor Dentinho.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

SÓCRATES NA RTP

Acabo de ver em diferido a entrevista que Vítor Gonçalves fez hoje à noite, na RTP, a José Sócrates. O antigo primeiro-ministro rebateu, ponto por ponto, as perguntas do jornalista. Sabemos que Sócrates é um orador imbatível, mas hoje não se limitou a dar asas à retórica. Pelo contrário, mostrou documentação oficial que contradiz as alegações do MP nos assuntos em pauta. Vítor Gonçalves é suposto ser o melhor entrevistador da RTP, sendo de admitir que fez o trabalho de casa. Então, convinha, para a próxima, que a RTP arranjasse alguém com outra estaleca. Infelizmente, a entrevista terminou com a pergunta abominável: «Como é que o senhor vive, como é que o senhor paga as suas despesas?» Sócrates foi liminar: «Vivo daquilo que é a minha pensão como deputado. Essa pergunta é indigna e não o dignifica.» Assim não vamos lá.

EUROSONDAGEM


Maioria de Esquerda = 57,5%. A diferença entre o PS e o PSD é agora de 13%. Sozinho, o PS ultrapassa a PAF em 7%. Clique na imagem do Expresso para ler melhor.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

ROTH & TELLER


Hoje na Sábado escrevo sobre O Escritor Fantasma, de Philip Roth (n. 1933), um dos mais importantes autores americanos contemporâneos. O Escritor Fantasma inaugurou a série de Nathan Zuckerman, composta por nove romances publicados entre 1979 e 2007. Zuckerman, alter-ego do autor, começa a compor aqui o seu sulfuroso retrato da América. Diz-se muitas vezes que um livro vale pela primeira frase, e este corrobora a lenda: «Era a última hora de luz de uma tarde de dezembro, há mais de vinte anos…» Foi a tarde em que Zuckerman encontrou Lonoff. Nathan Zuckerman, o narrador, é um escritor em início de carreira apostado em pedir o «patrocínio moral» de Emanuel Isidore Lonoff, um par consagrado. O encontro de ambos suscita uma digressão pelas origens de Roth (a comunidade judaica de Newark), vários aspectos das obras respectivas, alfinetadas no meio literário, a moda dos questionários e, como sempre, muito sexo. O virtuosismo é de regra: «trocar insultos em pleno cio não era o meu afrodidíaco preferido…» Tudo se passa em Nova Iorque, nos fifties, e ambos são judeus. Tratando-se de um microcosmo tão peculiar, a paleta de temas é dominada pelos avatares da literatura e as idiossincrasias identitárias dos judeus. O Holocausto não é esquecido. A saga de Anne Frank vem à baila, a partir da encenação do Diário na Broadway, mas o imaginário de Roth causou atrito com os judeus novaiorquinos, enfurecidos com a licença poética de fazer de Amy Bellett, uma protégé de Lonoff, a verdadeira Anne Frank. Dito de outro modo: Anne Frank teria sobrevivido ao tifo contraído no campo de Bergen-Belsen, vivendo com um nome falso nos Estados Unidos (o Diário perderia todo o interesse se soubessem que estava viva). Com essa convicção, Zuckerman prolonga e acrescenta a odisseia de Anne Frank, numa longa narrativa pontuada de detalhes heterodoxos. A heresia não foi esquecida, e o anunciado Pulitzer foi parar às mãos de Norman Mailer. De nada lhe valeu insistir na dicotomia entre autor e narrador. O prémio chegaria dezoito anos mais tarde, por Pastoral Americana, o sexto romance de Zuckerman. Cinco estrelas. Publicou a Dom Quixote.

Escrevo ainda sobre Nada, da dinamarquesa Janne Teller (n. 1964). Publicado em 2001 e destinado a adolescentes, gerou controvérsia na Escandinávia, tendo sido retirado das bibliotecas das escolas do ensino secundário. Mas o ministério da Cultura atribuiu-lhe o prémio de Literatura Infantil, e a situação foi sendo revertida. Porquê a controvérsia? Porque o livro faz luz sobre a imensa crueldade das crianças. Pierre Anthon, filho de hippies retardados, é o herói deste Satyricon para menores. Nada vale a pena é o seu lema e, nessa medida, cada um deve desfazer-se de algo que tenha significado para si. A purga existencial começa com tralha doméstica, mas depressa atinge o paroxismo. Se uma aluna quer cortar o dedo indicador de um colega, corta-se o dedo ao colega. Se outra quer exumar um bebé, faz-se a exumação do cadáver. Se outra quer decapitar uma cadela, serra-se a cabeça do animal. E assim sucessivamente, com envios a Nietzsche para caucionar a “criatividade”. Os rapazes colaboram. Janne Teller é uma economista que trabalhou nas Nações Unidas e na Comissão europeia e viveu em vários países. Escreve romances e ensaios. Três estrelas. Publicou a Bertrand.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

SÓCRATES ACUSADO

O Ministério Público concluiu a acusação da Operação Marquês. Os arguidos são 28. Segundo uma nota da Procuradoria-Geral da República, o antigo primeiro-ministro é acusado de 31 crimes: dezasseis de branqueamento de capitais, nove de falsificação de documentos, três de corrupção passiva de titular de cargo político, e mais três de fraude fiscal qualificada. Os crimes teriam sido cometidos entre 2006 e 2015.

Lembrar que uma acusação não é uma sentença judicial transitada em julgado, e que todos os acusados se presumem inocentes até prova em contrário.

DO PLENÁRIO PARA O PÁTIO


Na sala do Plenário, Puigdemont fez um discurso alambicado. No pátio, assinou a declaração de independência unilateral da Catalunha: «Contituimos la República catalana, como Estado independiente y soberano, de derecho, democrático y social Terá sido forçado pela CUP, dizem uns. Terá sido forçado pelo Junts pel Sí, dizem outros. Foi tudo combinado antecipadamente com Carme Forcadell, a Presidenta del Parlament, dizem muitos. Seja como for, o Presidente da Generalitat cobriu-se de ridículo. Pior: deu de bandeja a Rajoy o pretexto para accionar todos os mecanismos de ocupação da Catalunha.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A FOTO


Momento em que Puigdemont assina a declaração de independência unilateral da Catalunha. Clique no Twitter da Generalitat.

DUI EM LETRA DE FORMA


A independência unilateral da Catalunha foi proclamada e suspendida ao fim de 25 segundos. Excerto (em castelhano) da Declaração formal. 

«[...] CONSTITUIMOS la República catalana, como Estado independiente y soberano, de derecho, democrático y social.

DISPONEMOS la entrada en vigor de la Ley de transitoriedad jurídica y fundacional de la República.

INICIAMOS el proceso constituyente, democrático, de base ciudadana, transversal, participativo y vinculante.

AFIRMAMOS la voluntad de abrir negociaciones con el estado español, sin condicionantes previos, dirigidas a establecer un régimen de colaboración en beneficio de ambas partes. Las negociaciones deberán ser, necesariamente, en pie de igualdad. [...]»

O documento tem 61 subscritores: o Presidente da Generalitat, deputados de Junts pel Sí, representantes da CUP, membros do Governo catalão e os independentistas da Mesa del Parlament.

Imagem: 1.ª página da Declaração. Clique.

DUI PROCLAMADA E SUSPENSA


Depois de falar 20 minutos, Puigdemont declarou o direito da Catalunha à independência sob a forma de República. Mas suspendeu (adiou) os seus efeitos por duas semanas, para, diz ele, tentar a via da negociação com Madrid. Chama-se a isto um balde de água fria. Rajoy não se comove com o delay e considera que houve uma declaração unilateral de independência, facto que obriga o Governo espanhol a agir em conformidade.

Clique na imagem do jornal catalão La Vanguardia.

O DIA DA DUI?


Quando forem cinco da tarde em Portugal, seis em Espanha, Puigdemont vai ao Parlamento catalão «explicar la situación política», o que quer que seja que isto signifique. Toda a área circundante está vedada ao trânsito e ao público desde as primeiras horas da manhã, embora os partidos separatistas tenham convocado uma manifestação para o local. Como se vê na imagem, o bloqueio da Ciutadella é da responsabilidade dos Mossos d'Esquadra.

Entretanto, o valor das empresas que já transferiram as suas sedes para fora da Catalunha ultrapassa 78 mil milhões de euros (o resgate a Portugal foi de 70 mil milhões). Nada será como dantes. O futuro dos filhos dos separatistas vai ser pior, e Puigdemont terá de responder um dia por isso.

Clique na imagem.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

ESPANHA


Quatro dias em Espanha: bandeiras com a Coroa nas varandas e fachadas dos prédios em Badajoz, Zafra, Córdova e Sevilha. Sentimento geral contra a secessão da Catalunha. Vox populi: Rajoy tem sido frouxo. Amanhã, provável declaração unilateral de independência. Mas, a fazer fé nas notícias, jornais catalães incluídos, ninguém se entende na Generalitat. Ramón Tremosa, catalão, eurodeputado do PdeCAT, defende que Puigdemont proclame a DUI amanhã, mas seguindo o modelo da Eslovénia, ou seja, proclama e suspende até reconhecimento internacional (a Eslovénia esperou cerca de um ano). Aconteça o que acontecer, a Catalunha já está mais pobre: todos os dias, bancos e grandes empresas retiram as suas sedes da Catalunha. Os primeiros foram o CaixaBank e o Banc Sabadell. Sobre o referendo: fazendo de conta que respeitou todas as regras, e sabemos que isso não aconteceu, lembrar que a participação foi de 42% dos recenseados, significando que 58% não quiseram manifestar-se. Convinha reflectir neste detalhe.

Foto: lula empalada. Comi-a eu, no EntreOlivos de Córdova. Clique.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

TO BE OR NOT TO BE


Carles Puigdemont falou e não pronunciou uma única vez a palavra independência.

Sobre Felipe VI, afirmou: «Así no, usted ha decepcionado a muchos catalanes. Gente que esperaba de usted una apelación al diálogo y a la concordia

Contudo, o porta-voz da Generalitat, Jordi Turull, afirmou esta manhã que a declaração unilateral de independência será proclamada 48 horas após a publicação, prevista para o próximo sábado, do resultado oficial do referendo. Nestes termos, segunda-feira, dia 9, haverá DUI. Haverá?

VALE FERRAZ & McBRIDE


Hoje na Sábado escrevo sobre A Última Viúva de África, de Carlos Vale Ferraz, pseudónimo literário de um antigo oficial do Exército (nascido em 1946) que é também investigador de história contemporânea portuguesa. O autor acaba de publicar mais um romance, desta vez centrado na figura de uma mulher que terá sido agente dupla na província congolesa do Catanga, antes, durante e após a breve secessão liderada por Tshombé. Estamos portanto no território de eleição do autor: África e conflitos independentistas. De uma bibliografia mais vasta, destacaria dois títulos: o romance Nó Cego (1983), obra de referência sobre a guerra colonial, e o ensaio histórico Alcora. O Acordo Secreto do Colonialismo (2016), escrito em parceria com Aniceto Afonso. Vale Ferraz tem uma escrita escorreita e um traquejo natural para diluir na ficção alguma da informação “classificada” que esteve por trás de factos reais, enriquecendo o romance com essa mais-valia. Numa breve nota introdutória, não assinalada como tal, o autor socorre-se da historiadora Dalila Cabrita Mateus para caucionar a existência da enigmática Madame X, «nome de código de uma informadora residente em Leopoldville…». Madame X foi uma portuguesa que emigrou para o antigo Congo Belga nos anos 1950, fixando-se na região do Catanga, e em África permaneceu quase toda a vida, malgrado os solavancos da História. No livro, Madame X chama-se Alice Oliveira ou, para os mercenários da secessão do Catanga, Kisimbi. O acto derradeiro foi partir para a Nova Zelândia, onde morreu. A trasladação do seu corpo para Portugal envolve peripécias que servem de fio condutor do plot. A partir de Leopoldville, Madame X terá alertado a Pide e as autoridades angolanas para a iminência do massacre (oitocentos colonos brancos e milhares de negros chacinados por guerrilheiros da UPA em toda a Baixa do Cassange) iniciado na noite de 15 de Março de 1961. Não obstante a folga do aviso, uma semana, mais coisa menos coisa, Luanda não reagiu. A posteridade regista esses dias de horror e não é a primeira vez que a ficção portuguesa faz deles cenário do inenarrável. O mérito de Vale Ferraz consiste em coser as várias pontas da guerrilha nacionalista com os interesses da geo-política internacional. Quatro estrelas. Publicou a Porto Editora.

Escrevo ainda sobre Pequenos Boémios, o segundo e mais recente livro de Eimear McBride (n. 1976). Depois do êxito retumbante da estreia, Eimear mantém a peculiaridade da sintaxe, próxima da escrita automática dos surrealistas ortodoxos. Isso pode desconcertar o leitor, embora a maior parte das vezes ele acabe “capturado” pelo fluxo de consciência da autora. A transgressão mantém-se de regra. O ménage à trois descrito nas páginas 143-44 é um bom exemplo, até de como as elipses narrativas não afectam o discurso (e, neste caso concreto, nem sequer diminuem o teor de erotismo). Tal como fez a autora na adolescência, a narradora é uma rapariga de dezoito anos que vai para Londres estudar teatro, envolvendo-se emocionalmente com um actor mais velho. Decorrendo a acção nos anos 1990, a tentação da leitura auto-referente é grande. O romance lê-se como um diário de sexo, escrito em jargão cru (vénia à tradução), de modo a pôr teenagers em ponto rebuçado. Ao contrário do que vem exarado na badana, Eimear não nasceu na Irlanda. Nasceu na Inglaterra, em Liverpool, e só aos três anos de idade foi para a Irlanda. Em 1993 voltou para Inglaterra, onde vive. Três estrelas. Publicou a Elsinore.

RENDAS


Aqui está uma boa notícia. O Governo tem praticamente pronto o diploma relativo ao programa de Arrendamento Acessível. Os senhorios que praticarem rendas acessíveis terão isenção de IRS e pagarão apenas 50% do valor do IMI. Por rendas acessíveis consideram-se as que estiverem 20% abaixo do valor de referência de mercado. Não confundir ‘valor de referência de mercado’ (um coeficiente estabelecido) com algumas rendas delirantes.

A imagem é do Expresso. Clique.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

SANTANA, AGAIN

Passos Coelho quer sair o mais tardar até Dezembro. Disse-o no Conselho Nacional do PSD, num discurso transmitido em directo pelas televisões. Entretanto, Santana Lopes declarou na SICN estar a ponderar candidatar-se à liderança do partido. Os próximos meses vão ser divertidos. A perspectiva de enfrentar Santana (um príncipe da Renascença ao pé da caterva passista) fará recuar Rui Rio pela enésima vez. Contra Santana, o único com guts para avançar será Paulo Rangel, mas perde. Com Santana na corrida, perdem todos.

ESPANHA


Ouvi em directo o discurso de Felipe VI, rei de Espanha. Acusou a «Generalitat de situarse al margen del derecho y de la democracia», declarou «solidaridad y la garantía del Estado de Derecho» aos catalães anti-independência e, por fim, exortou o Estado a «restaurar el orden constitucional en Cataluña». A exortação final só tem uma leitura. A ver vamos se Rajoy percebeu.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

AUTÁRQUICAS 2017


Totais nacionais finais.

PS 161 Câmaras — 39,06%
PSD 98 C — 27,86%
CDU 24 C — 9,46%
CDS 6 C — 6,6%
BE 0 C — 3,29%
Independentes 17 C — 6,79%
Abstenção 45,03%

Abstenção 45,03%

Clique na imagem para ver melhor.

CATALUNHA


Segundo a Generalitat, votaram 2,2 milhões de pessoas, o que corresponde a 42% dos recenseados. Disseram sim à independência 90% dos votantes. Carles Puigdemont prepara-se para declarar a independência unilateral da Catalunha depois de amanhã, dia 4. Sem comentários.

Gráfico do jornal catalão La Vanguardia. Clique.

PSD EM FRANGALHOS


O Partido Socialista obteve ontem a maior vitória autárquica da sua história, conquistando 161 Câmaras, nove das quais eram da CDU, que perdeu bastiões históricos como Almada, Barreiro, Peniche, Beja e Barrancos. Fernando Medina foi reeleito em Lisboa com 106 mil votos (42%) e 8 mandatos. Em Lisboa, o PS conquistou 20 das 24 freguesias. O PSD foi esmagado no país. Em termos nacionais, a diferença entre PS e PSD é de cerca de doze pontos percentuais. No Porto, Manuel Pizarro (segundo lugar) obteve uma votação superior à do PS nas Legislativas de 2015. A abstenção baixou, ficando em 45%. Sem surpresa, Isaltino Morais reconquistou Oeiras depois de cumprir pena de prisão.

Imagem: capa do Público. Clique.

LISBOA


Com 42% e mais de cem mil votos, Fernando Medina continua presidente em Lisboa. Assunção Cristas ultrapassou a barreira dos 20% e dos cinquenta mil votos. Teresa Leal Coelho, afinal, ficou em 3.º lugar. PSD e CDU obtiveram o mesmo número de mandatos, mas Teresa conseguiu mais quatro mil votos. O BE elegeu Ricardo Robles.

domingo, 1 de outubro de 2017

BARCELONA, 1 DE OUTUBRO


As imagens dizem tudo. Clique nelas.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

VOTAR PS


A menos de uma hora do fim da campanha eleitoral, gostaria de sublinhar a importância do voto. Quem se abstém não pode depois deitar as mãos à cabeça. A minha opção é clara: voto em Fernando Medina para a presidência da Câmara de Lisboa, em Helena Roseta para a presidência da Assembleia Municipal, e em André Caldas para a presidência da Junta de Freguesia a que pertence o bairro onde vivo (Alvalade). São todos repetentes, e isso é bom sinal. É preciso que sejam reeleitos para completar o trabalho iniciado em 2013. Dito isto, votem em quem votem, o acto de votar não é susceptível de endosso.

A VER SE A GENTE SE ENTENDE

Muitos catalães, não faço ideia quantos, querem ser independentes em regime de República. Estão no seu direito. Todos temos os nossos sonhos. Eu por acaso até gostava que a Galiza fosse território português. Aqui chegados, e não tendo sido possível, em 40 anos de pós-franquismo, negociar com Madrid uma solução de consenso, só lhes resta o uso da força. E continuam a estar no seu direito. Mas isso pressupõe sujar as mãos. O referendo é uma falácia para embalar meninos. Não podem exigir que lhes dêem de bandeja o que têm de conquistar como se conquistam as independências. Ninguém perguntou às populações das Colónias ultramarinas se queriam ser independentes. Foram os movimentos de libertação desses países, com o apoio de parte dessas populações, que obtiveram para si aquilo a que se achavam com direito. Carles Puigdemont encenou um espectáculo do qual, receio, seja obrigado a sair pela esquerda baixa.

INDEPENDÊNCIAS UNILATERAIS


Tinha 16 anos quando Ian Smith declarou a independência unilateral da Rodésia do Sul, actual Zimbabwe. Era o 11 de Novembro de 1965. A aventura (o regime branco) durou até 18 de Abril de 1980, ou seja, catorze anos e cinco meses. Quando o bispo Abel Muzorewa lhe sucedeu, Smith continuou no país como líder da Oposição. Foi neste modelo que se inspiraram os secessionistas moçambicanos que fizeram o 7 de Setembro de 1974. Para quem como eu vivia em Moçambique, onde nasci, o caso rodesiano não era despiciendo, até porque o Reino Unido, potência colonial, fez aprovar nas Nações Unidas um bloqueio de combustíveis e outras sanções económicas. Navios de guerra britânicos foram enviados para águas territoriais portuguesas, ao largo da Beira, de forma a impedir a trasfega de petróleo para o pipeline que ligava aquela cidade moçambicana à Rodésia do Sul (a antiga Rodésia do Norte é a actual Zambia). O bloqueio durou anos, tendo provocado incidentes com vários navios. Mas, em Abril de 1966, o petroleiro grego Joanna V conseguiu iludir a Armada britânica e atracar, dando origem a um incidente diplomático de proporções homéricas. Harold Wilson, primeiro-ministro britânico, ameaçou Salazar com a ocupação de Moçambique. Smith veio a Portugal em segredo e, no Forte de São João do Estoril, terá acertado detalhes sobre a entrada do petróleo através da África do Sul. Não era tão eficaz como o pipeline da Beira, mas contornava o problema. Na praia do Macúti, os beirenses contavam anedotas sobre os navios de guerra na linha do horizonte.

Na imagem, a vermelho, o pipeline que liga a Beira a Harare, a antiga Salisbury. Clique.

TANCOS

Entrevistado esta manhã pela TSF, o primeiro-ministro foi claro:

«Eu cumpri serviço militar, e lembro-me das minhas obrigações de oficial de dia, e tenho a certeza absoluta que se houvesse algum incidente desta natureza em primeiro lugar a responsabilidade seria minha. Há uma pessoa que eu sei que não seria, que era do ministro da Defesa que seguramente nem sabia o que se estava a passar nem pode saber, nem tem que saber o que se está a passar em cada uma das unidades

Elementar.

EUROSONDAGEM


Por causa da frioleira do sábado de reflexão, o Expresso saiu hoje. Segundo a Eurosondagem, os resultados seriam:

Fernando Medina, PS — 43,3%
Assunção Cristas, CDS — 17,5%
Teresa Leal Coelho, PSD — 12,5%
João Ferreira, CDU — 10,1%
Ricardo Robles, BE — 5,7%

Clique na imagem.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

FRANCES HARDINGE


Hoje na Sábado escrevo sobre A Árvore das Mentiras, de Frances Hardinge (n. 1973), conceituada autora de livros infantis. Em 2015, o livro acumulou duas categorias — “Para crianças” e “Livro do ano” — dos Costa Book Awards. É pena a edição portuguesa não referir o público alvo do livro. Como de costume na obra da autora, a intriga tem laivos góticos. Faith, a protagonista, é uma rapariguinha de catorze anos interessada em paleontologia, cujo pai morre em circunstâncias obscuras. Hardinge articula bem as vertentes de terror com as de mistério. A escolha de uma menina não foi inocente. Faith de certo modo antecipa o papel e o lugar das mulheres num mundo a haver. Aos cinco anos já Darwin bulia com ela: nunca mais foi a mesma depois de ler A Origem das Espécies. Feminismo de berçário? A história começa com a mudança da família Sunderly para a ilha de Vane, forma de escaparem ao escândalo gerado pelas novas descobertas científicas do pai de Faith. Os circunspectos membros da Real Academia vitoriana não toleravam nem conviviam bem com espíritos heterodoxos. A narrativa intercala detalhes históricos (sobretudo os atinentes às teses de Darwin) com a imaginação delirante da autora. É o caso da árvore das mentiras, provável metáfora da actual manipulação dos media. Ou, quem sabe, senão mesmo uma forma de ilustrar o watching you orwelliano. Afinal, a árvore alimenta-se de mentiras e difunde segredos. A leitura do diário do pai vai fazendo luz na determinação de Faith em limpar o nome e a honra do progenitor, tentando esclarecer, do mesmo passo, a sua morte: «O fantasma do meu pai anda a passear, querendo vingar-se daqueles que lhe fizeram mal.» Hardinge é hábil no modo como efabula uma realidade paralela, criando um imaginário próprio, habitado por fantasmas, auroques pigmeus, fósseis de hipopótamos, craniometria e outras peculiaridades susceptíveis de despertar a atenção dos mais jovens. A escrita fluente dá verossimilhança ao conjunto. Embora se trate de uma obra destinada a pré-adolescentes, qualquer adulto lê o livro com agrado. Três estrelas. Publicou a Presença.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

A VIDA COMO ELA É

Portugal subiu quatro lugares no ranking da competitividade, soube-se agora. Ontem ou anteontem soube-se que o défice e o desemprego desceram e que o PIB aumentou. Mas os maluquinhos não desistem.

PORTO


A sondagem do CESOP da Universidade Católica divulgada hoje de manhã pela Antena Um e pela RTP dá estes resultados.

BARCELONA JÁ ESTÁ A ARDER?


A corda ameaça partir. Para que lado, logo se vê. José María Romero de Tejada, promotor-chefe da Catalunha, ordenou aos Mossos d'Esquadra que selem as assembleias de voto «antes de 30 de Setembro» (sábado) e identifiquem os membros das mesas. A vedação das instalações «deve ser visível e eficaz, garantindo a inviolabilidade do selo.» Num espaço de cem metros em redor desses locais, são proibidos ajuntamentos de pessoas. Computadores, boletins de voto, registos de eleitores e propaganda eleitoral devem ser apreendidos e removidos antes de 30 de Setembro. Se os Mossos não cumprirem a ordem, a Guarda Civil toma o seu lugar. Entretanto, o Governo espanhol encerrou 140 sites pró-independência catalã que existiam na Internet.

Na imagem do jornal catalão La Vanguardia, um formulário de identificação. Clique para ler melhor.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

BUNDESTAG


A vitória da CDU/CSU garante a Angela Merkel o quarto mandato. Até aqui, nada de novo. Preocupantes são os 13% do AfD — Alternative für Deutschland —, que fazem regressar a extrema-direita ao Bundestag. Doravante vai ser instrutivo seguir o comportamento do Parlamento alemão, com a provável aliança dos Democratas-cristãos de Merkel com os Liberais de Christian Lindner e os Verdes de Simone Peter e Cem Özdemir. A ver vamos.

Clique na imagem.

domingo, 24 de setembro de 2017

O FAKE DO EXPRESSO

Hoje, em Belém, o Presidente da República foi peremptório: «Não há relatório oficial algum, nem da parte do Estado Maior General das Forças Armadas, nem do SIS [Serviço de Informações de Segurança], nem do SIED [Serviço de Informações Estratégicas de Defesa]», sobre Tancos e o ministro da Defesa.

«É importante saber de quem é a autoria do documento, com que intenção foi elaborado e com que objectivos, aparentemente políticos, foi divulgado como sendo das secretas...», disse por sua vez Azeredo Lopes.

Não obstante, Passos e Cristas insistem na patranha.

sábado, 23 de setembro de 2017

LISBOA


Sondagem Aximage divulgada hoje pelo Correio da Manhã e o Negócios.
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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

PORTO


Sondagem do CESOP da Universidade Católica para o Jornal de Notícias. O Porto está ao rubro. Clique na imagem.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

PURGA


Juan Marsé, 84 anos, catalão, escritor eminente, militante anti-franquista, exilado do fascismo, não concorda com a independência da Catalunha. Tanto bastou para que os apparatchik da Generalitat destruam livros seus, em livrarias e bibliotecas, pichando-os de ‘renegado’ e ‘austricista’ (botifler). Que disse Marsé? Que o referendo... «És rigurosamente incompatible con un Estado de Derecho. No necesito otro argumento para rechazar tal propuesta. Yo no soy nacionalista y todas las banderas me repugnan.» Elementar.

SILÊNCIO DE CHUMBO

A Espanha fica aqui ao lado. A saga independentista da Catalunha não nos pode ser indiferente. Um pouco por todo o mundo, intelectuais tomam posição: uns a favor da secessão, outros contra. Em Portugal, como sempre, o silêncio da intelligentsia é de chumbo. Não quero que pensem como eu. Mas tomem posição!

CASTRO & WHITEHEAD


Hoje na Sábado escrevo sobre O Anjo Pornográfico, a biografia de Nelson Rodrigues escrita por Ruy Castro (n. 1948), uma das grandes vozes em língua portuguesa. As suas biografias de Garrincha, Carmen Miranda e Nelson Rodrigues, bem como a história da Bossa Nova, valem por obras inteiras, de ficção e ensaio. O Anjo Pornográfico acaba de ser publicado em Portugal, e embora o livro seja de 1992, conserva todo o ímpeto a que Nelson tem direito. No nosso idioma nunca li nada equivalente. Numa breve introdução, Ruy Castro avisa: o livro é sobre «um escritor a quem uma espécie de imã demoníaco (o acaso, o destino, o que for) estava sempre arrastando para uma realidade ainda mais dramática do que a que ele punha sobre o papel.» Quem leu Nelson Rodrigues (1912-1980), dramaturgo, cronista, romancista, contista, repórter e guionista, sabe que esse homem controverso e excessivo irritou a Esquerda, a Direita, os liberais, os católicos, os vanguardistas, até mesmo a ‘maioria silenciosa’. Porém, foi ele quem, em 1943, com Vestido de Noiva, fez o teatro brasileiro entrar no século XX. Apoiante da ditadura militar brasileira, depôs em tribunal a favor de amigos acusados de ‘terrorismo’, ao mesmo tempo que negociava com o general Médici uma saída airosa para Nelsinho, o filho envolvido com a guerrilha urbana sob o pseudónimo de Prancha (o rapaz foi torturado em 1972, contra ordens superiores). Desconcertante, livrou da prisão e da tortura muitos intelectuais esquerdistas. Mas Ruy Castro não se atém aos anos em que Nelson era já um dramaturgo e intelectual público célebre. As origens familiares no Recife (repórter intrépido, o pai, Mário Rodrigues, teve catorze filhos: Nelson foi o quinto) são descritas com tal minúcia que o leitor julga estar a ler um bom romance. A carreira jornalística e literária são ilustradas com factos e anedotário que compõem um fresco da vida cultural e política brasileira ao longo de várias décadas. O volume inclui fotografias e índice onomástico, bem como a bibliografia de Nelson, a qual refere os vinte filmes feitos a partir de obras suas. Cinco estrelas. Publicou a Tinta da China.

Escrevo ainda sobre A Estrada Subterrânea, de Colson Whitehead (n. 1969), que após um intervalo de catorze anos regressa à edição portuguesa com o seu sexto romance, vencedor do Pulitzer de Ficção 2017 e outros prémios importantes. Tendo o seu primeiro livro, A Instituição É Tudo, passado despercebido entre nós, pode ser que a história de Cora e César (por que razão o tradutor manteve o original Caeser?) cative os leitores para a obra do autor. Cora e César são dois escravos que utilizam a famosa Underground Railroad, a rede subterrânea clandestina que no século XIX permitiu a fuga de dezenas de milhares de escravos do Sul esclavagista para os Estados abolicionistas do Norte. Contado na terceira pessoa, o livro ilustra o quotidiano da época, em particular a bipolaridade política dos brancos da Carolina do Norte: «Forjámos esta nação separada, livre das interferências do Norte e do contágio de uma raça inferior.» Whitehead intercala realidade e “fantástico” (o livro também recebeu o prémio Arthur C. Clarke para literatura de ficção científica), de forma a enfatizar a saga das vítimas dos «cavaleiros da noite». Não teria sido mais simples usar o acrónimo abominável de KKK? Quatro estrelas. Publicou a Alfaguara.

DECLARAÇÃO DE INTERESSES

Para evitar equívocos: sou contra o referendo catalão. Não gosto de referendos, qualquer que seja o seu objecto. Embora adoptado em sociedades democráticas, o carácter plebiscitário dos referendos tem raiz fascista. Dispenso-me de explicar porque existe vasta bibliografia sobre o assunto. Infelizmente, a trapalhada em que Carles Puigdemont meteu a Catalunha vai acabar mal. Para todos.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

VARGAS LLOSA & CATALUNHA


«El referéndum no va a tener lugar y es un disparate absurdo, un anacronismo que no tiene nada que ver con la realidad de nuestro tiempo, que no está por la construcción de nacionalidades, sino al contrario, por el desvanecimiento de las nacionalidades dentro de grandes organizaciones comunes como Europa. [...] El nacionalismo es una enfermedad que desgraciadamente ha crecido de manera lamentable en Cataluña. Mi esperanza es que el Gobierno tenga la energía suficiente para impedir que un golpe de Estado — que es lo que está realmente en gestación — tenga lugar y reciba la sanción que corresponde

O escritor, Prémio Nobel da Literatura, fez estas declarações em Madrid, hoje à tarde.

CONTRA A SECESSÃO


Um manifesto assinado por 234 professores de universidades espanholas, alguns dos quais catalães, exige que o governo actue «com a máxima velocidade, firmeza e determinação para proteger os direitos de todos», ou seja, impedir o referendo: «Os nacionalismos do século XX levaram o mundo a duas guerras apocalípticas e afundaram a Europa na barbárie.» O filósofo Fernando Savater é o primeiro signatário do documento, assinado também pelos historiadores Juan Pablo Fusi, Fernando Garcia de Cortázar e Gabriel Tortella, o sociólogo Félix Ovejero, o constitucionalista Antonio Torres del Moral, bem como Jon Juaristi, antigo presidente do Instituto Cervantes e da Biblioteca Nacional de Espanha.

Clique na imagem.

BARCELONA


A Guarda Civil espanhola prendeu os catorze membros da equipa responsável pela logística do referendo catalão, incluindo Josep Maria Jové, número dois do Departamento do Tesouro. Além destas 14 prisões, efectuadas em Barcelona, foi presa em Madrid a directora-geral dos serviços informáticos da Generalitat, Rosa María Rodríguez Curto. Cerca de trinta pessoas foram identificadas para averiguação.

A operação, ordenada por um juiz, foi levada ao Congresso e aprovada pelo PP, PSOE e CIUDADANOS. Os deputados do EH Bildu e do PODEMOS votaram contra, enquanto os do PDeCAT e do ERC abandonaram a sala. Carles Puigdemont, presidente da Generalitat, fala daqui a pouco.

Para evitar manifestações, foram cortadas várias avenidas e ruas de Barcelona. Clique na imagem do El País.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

SEM PRECEDENTES


Trump foi hoje às Nações Unidas dizer que não temos alternativa senão destruir completamente a Coreia do Norte... Guterres não pestanejou. Nunca em época alguma um Chefe de Estado fez um tal statement. Se isto não é uma declaração de guerra, imita muito bem. A sessão ainda decorre. António Costa está presente.

Clique na imagem do New York Times.

FLOP

Nunca viajei em companhias low cost. Por curiosidade, fiz duas ou três pesquisas, e nada batia certo: horários impossíveis, aeroportos distantes, tarifas ao triplo do valor anunciado em outdoors, taxas suplementares para tudo e mais alguma coisa, etc. Mas muita gente viaja. E, neste momento, com 173 voos (ou seja, 346 ligações) cancelados até ao fim de Outubro, de e para os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Lajes, estão cerca de 52 mil passageiros apeados, 80% dos quais oriundos ou com destino ao Porto. O CEO da companhia desculpa-se com a deficiente calendarização das férias dos pilotos, mas a realidade é outra: 140 pilotos bateram com a porta e foram trabalhar para a Norwegian, a companhia rival e terceira maior low cost europeia.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

UNIVERSIDADE CATÓLICA


Sondagem do CESOP da Universidade Católica Portuguesa para o Jornal de Notícias, sobre a eleição para a Câmara de Lisboa. Clique na imagem para ver melhor.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

TERROR EM LONDRES


Esta noite, o Governo britânico subiu para nível crítico a possibilidade de um ataque terrorista. Elementos do exército vão substituir a polícia em pontos-chave de Londres e outras cidades do Reino Unido. Downing Street acredita que um ataque em larga escala possa estar iminente. Entretanto, o Daesh já reivindicou o atentado desta manhã na estação de metro de Parsons Green.

Na imagem do Guardian, o engenho explosivo que não detonou por completo, facto que explica a ausência de mortos e apenas 29 feridos. Clique nela.

RATING

A Standard & Poor’s retirou Portugal do «lixo», colocando a notação do país em «grau de investimento». A decisão deve-se à evolução da economia e ao progresso sólido na consolidação orçamental. 

LONDRES: NOVO ATENTADO


Um atentado terrorista no metro de Londres ocorreu esta manhã por volta das 08:17 na estação de Parsons Green. A polícia metropolitana confirma a existência de muitos feridos, quase todos com queimaduras graves devido à explosão. Theresa May convocou para daqui a pouco o comité de emergência Cobra, anunciou Downing Street.

Clique na imagem.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

MILÁN FÜST


Hoje na Sábado escrevo sobre A História da Minha Mulher, de Milán Füst (1888-1967). Conhecido sobretudo como poeta, Füst é o autor deste romance de 1957 que agora chegou à edição portuguesa em tradução directa do húngaro de Ernesto Rodrigues. Inédito no nosso país, salvo um poema constante da antologia Rosa do Mundo, é provável que o livro suscite o interesse dos editores pela obra restante, teatro incluído. Infelizmente, parte importante do Diário foi destruída. O subtítulo, Apontamentos do Comandante Störr, remete para o fio da intriga. O narrador, Jacob, é um marinheiro holandês que não tem ilusões acerca da natureza do seu casamento: «Que a minha mulher me engana já eu suspeitava há muito.» É a primeira frase do livro e o tiro de partida para um longo monólogo interior acerca do adultério e da moral dissoluta de muitos europeus no período entre duas guerras. A escrita reflecte o ambiente decandentista de certos círculos (não esquecer que o narrador é um homem do mar que tirava desforço da infidelidade da mulher) boémios. Füst publicou o livro quinze anos depois de o ter concluído, na ressaca da fugaz contra-revolução anti-comunista de Outubro de 1956. Quatro estrelas. Publicou a Cavalo de Ferro.

TRAGÉDIA GREGA


Há muito tempo que uma peça de teatro não me impressionava tanto como A Vertigem dos Animais Antes do Abate, do grego Dimítris Dimitriádis, em tradução de José António Costa encenada por Jorge Silva Melo. Os Artistas Unidos não podiam ter começado melhor a temporada 2017/18 do Teatro da Politécnica. Um halo de tragédia percorre o texto, onde bissexualidade, loucura, droga, crime, incesto e suicídio compõem um quadro de disfunção familiar levada ao limite. Porque tudo se passa no seio de uma família assombrada pela profecia de Filon (um admirável Américo Silva), o amigo maldito. Do elenco de nove actores gostaria de destacar os mais jovens, em especial João Pedro Mamede, que está a um passo de ser um nome de referência, bem como os de André Loubet e Pedro Baptista, ambos actuando nus durante boa parte do espectáculo. É evidente que o fundo sonoro, pontuado por excertos de Tchaikovski (1812), Verdi (o Dies irae do Requiem) e Offenbach (Barcarola e Can-Can), sublinha o dramatismo da dramaturgia. Muito boa a cenografia de Rita Lopes Alves. Não aconselhado a espíritos impressionáveis. Agora é esperar pelo juízo dos especialistas.

Clique na fotografia de João Gonçalves.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

CAMPANHA NEGRA

Os neo-liberais, a Direita, grosso modo, incensa o mercado livre. Mas, pelos vistos, o mercado imobiliário tem de ser regulado à boa maneira soviética. É o que dá ter os jornais, o PSD, o CDS, as agências de comunicação, etc., atolados de antigos militantes do MRPP, da LCI, do PCP-ML, da UDP e afins. Não vale a pena citar nomes porque existe bibliografia sobre o assunto.

A CASA


Vamos lá então esmiuçar o caso que faz salivar a Direita.

Fernando Medina comprou no ano passado, por 645 mil euros, um duplex (usado) na Avenida Luís Bívar, em Lisboa. É o edifício amarelo à direita da imagem. Como a casa tem uma área bruta de 182 metros quadrados, significa que Medina pagou 3.544 euros por cada metro quadrado, valor superior em 47,8% à média das escrituras de 2016.

E quanto pagaram os vizinhos do mesmo prédio?

Celeste Cardona, ex-ministra do CDS, pagou 3.655 euros/m2
Ricardo Bayão Horta, ex-ministro do CDS, pagou 3.456 euros/m2
Jaime Silva, ex-ministro do PS e sogro de Medina, pagou 3.350 euros/m2
Judite de Sousa, pivô da TVI, vendeu o dela por 2.987 euros/m2

Chama-se a isto o mercado.

Por que razão Isabel Teixeira Duarte, em 2010, pagou 4.112 euros/m2, e vendeu, em 2016, por 3.544 euros/m2, é uma questão que só a senhora pode esclarecer.

O Presidente da Câmara de Lisboa publicou entretanto um esclarecimento detalhado com documentação anexa a corroborar isto tudo.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

FERNANDO MEDINA


Não é segredo para os meus amigos que apoio a candidatura de Fernando Medina, de cuja Comissão de Honra faço parte. Fui um dos que hoje ao fim da tarde se deslocaram ao Pátio da Galé e pude testemunhar o ambiente de empatia mútua que ali se viveu. Reencontrei amigos (intelectuais, artistas, políticos, gente das profissões liberais) que não via há muito tempo, e isso deu-me uma certeza: nas horas certas, estamos juntos.

domingo, 10 de setembro de 2017

SETÚBAL VERMELHA


Albérico Afonso Costa acaba de publicar Setúbal Cidade Vermelha, relato minucioso de como a cidade viveu os 19 meses do PREC. Não é a primeira vez que o historiador elege Setúbal como foco central da sua obra: Roteiro Republicano de Setúbal», publicado em 2010, ou o mais ambicioso História e Cronologia de Setúbal 1248-1926, publicado em 2011, são obras de referência. Como anteontem lembrou Fernando Rosas na apresentação do livro, sem o detalhe local a História fica incompleta (cito de cor). Certas passagens são de leitura compulsiva. Os ‘insurgentes’ da extrema-esquerda dos anos 1970 encontram aqui um circunstanciado tour d’horizon das suas utopias. Dividido em cinco partes, o volume contém, ao longo de 335 páginas, cronologias dos anos de 1974 e 1975, vasta iconografia (capas de jornais, cartazes, fotografias) do período em análise, inserts de declarações e obras de terceiros, entrevistas com uma vintena de protagonistas, tábua de siglas, bibliografia e um exaustivo índice remissivo, cuja consulta depende do apoio de uma boa lente. A edição é da Estuário.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

EUROSONDAGEM


Maioria de Esquerda = 56%. A diferença entre o PS e o PSD é agora de 11,6%. Sozinho, o PS ultrapassa a PAF. Clique na imagem do Expresso para ler melhor.