quinta-feira, 24 de maio de 2018

CORRUPÇÃO NO PP DE RAJOY


Foi hoje proferida em Madrid a sentença do Caso Gürtel, sobre o financiamento ilegal do PP nas comunidades de Madrid e Valência. Francisco Correa Sánchez, 62 anos, apontado como cérebro do esquema de corrupção, foi condenado a 51 anos e 11 meses de prisão efectiva, sem direito a condicional. A mulher foi condenada a 14 anos e 8 meses. Pablo Crespo, 58 anos, mecenas do PP, foi condenado a 37 anos de prisão efectiva. Luis Bárcenas, 60 anos, ex-tesoureiro do PP, foi condenado a 33 anos de prisão efectiva e, cumulativamente, a pagar 44 milhões de euros ao Estado. A mulher foi condenada a 15 anos. Dos 37 acusados, seis foram absolvidos.

Rivera, o líder de Ciudadanos, exige a demissão do Governo e a convocatória de eleições: «Es muy grave que España tenga un Gobierno condenado. Hay un antes y un después de la sentencia.» A ver vamos o que faz Rajoy.

Na imagem, Francisco Correa Sánchez.

CATALUNHA

Por ordem do Tribunal Superior da Catalunha, mais de quinhentos inspectores da Unidade de Crime Económico e Fiscal efectuaram hoje rusgas na Diputación de Barcelona, organismos públicos, instituições de solidariedade social e casas particulares em Barcelona, ​​Tarragona, Girona, Manresa, Olot, Tordera, Cambrils e Reus​, prendendo 29 pessoas acusadas de desviar dez milhões de euros para financiar o referendo de 1 de Outubro do ano passado.

Entre os detidos encontra-se o deputado Francesc Dalmases, do partido Junts por Catalunya, acusado de desviar dinheiro da Agência Catalã de Cooperação para o Desenvolvimento; Salvador Esteve, presidente da Diputación de Barcelona; e Joan Carles García Cañizares, alcaide de Tordera. Dos 29 detidos, catorze ficam em prisão preventiva.

FEIRA DO LIVRO DE LISBOA


Hoje na Sábado, as minhas sugestões para quem for à Feira do Livro de Lisboa. Clique na imagem.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

PHILIP ROTH 1933-2018


Vítima de insuficiência cardíaca congestiva, Philip Roth morreu esta madrugada num hospital de Manhattan. Um dos gigantes da literatura de língua inglesa, e universal, Roth deixa uma obra muito vasta, de que destacaria Goodbye Columbus (1959, contos), Quando Ela Era Boa (1966), O Complexo de Portnoy (1969), O Escritor Fantasma (1979), A Lição de Anatomia (1983), Os Factos. Autobiografia de um Romancista (1988), Engano (1990), Património (1991, memórias), Pastoral Americana (1997), Casei com um Comunista (1998), A Mancha Humana (2000), A Conspiração Contra a América (2004), O Fantasma Sai de Cena (2007), Indignação (2008), Némesis (2010). Mas sobra outro tanto. Tornou-se lendária a personagem de Nathan Zuckerman, alter-ego do autor, sulfuroso retratista da vida americana. Zuckerman é protagonista de nove romances publicados entre 1979 e 2007. Judeu iconoclasta, Roth recebeu todos os prémios que havia para receber: Pulitzer de ficção, National Book Critics Circle Award, duas vezes o National Book Award, três vezes o PEN Faulkner, Man Booker International Prize, Príncipe das Astúrias de Letras, e muitos outros. Além de escritor, foi crítico literário e professor de literatura comparada. Oito dos seus romances foram adaptados ao cinema. Casou duas vezes, uma delas com a actriz Claire Bloom.

Foto: Philip Montgomery, NYT. Clique.

terça-feira, 22 de maio de 2018

JÚLIO POMAR 1926-2018


Com 92 anos, morreu hoje Júlio Pomar, um dos mais importantes artistas plásticos portugueses de sempre. Adversário do Estado Novo, foi preso pela PIDE antes de, em 1963, se radicar em Paris. Pertenceu à terceira geração de modernistas portugueses. Desde 2013 existe em Lisboa o Atelier-Museu Júlio Pomar, com um importante acervo da obra do pintor. À margem da sua actividade de artista plástico, publicou ensaios sobre pintura e dois livros de poesia.

ANDA TUDO DOIDO


Giuseppe Conte, 53 anos, professor de Direito, ideólogo do Movimento 5 Stelle, deve ser o próximo primeiro-ministro de Itália. Mas antes disso convém corrigir o currículo: a Universidade de Nova Iorque garante que ele, ao contrário do que afirma, nunca lá pôs os pés. O International Kultur Institut, de Viena, e a Universidade de Cambridge (UK), também negam a presença do cavalheiro entre os seus alunos.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

ANTÓNIO ARNAUT 1936-2018


Com 82 anos, morreu hoje António Arnaut, advogado, um dos fundadores do PS, actual Presidente honorário do partido. A ele se deve a criação do Serviço Nacional de Saúde, que lançou em 1979, quando era ministro dos Assuntos Sociais no II Governo Constitucional (PS+CDS). Arnaut foi sucessivamente autarca em Penela, dirigente da Ordem dos Advogados, deputado à Constituinte, deputado à Assembleia da República, vogal do Conselho Superior da Magistratura, e Grão-Mestre da Maçonaria entre 2002 e 2005. Fundou e dirigiu a Associação Portuguesa de Escritores Juristas. Publicou oito livros de poesia, quatro romances, dois contos e quinze volumes de ensaio sobre Direito, Saúde Pública, Torga, Pessoa e a Maçonaria. É Grande-Oficial da Ordem da Liberdade. O Presidente da República promulgou o decreto do Governo que institui um dia de luto nacional. O PS decretou três dias de luto partidário. Do BE ao CDS, todos os partidos com representação parlamentar manifestaram admiração pelo histórico militante socialista.

PÓS-POP AGAIN


Já percebi que muita gente não percebeu. Então vamos lá. A exposição Pós-Pop. Fora do Lugar-Comum, comissariada por Ana Vasconcelos e Patrícia Rosas, junta um excepcional conjunto de artistas portugueses que vale a pena ir ver. É uma exposição importante em qualquer parte. Assim de cor (não comprei o catálogo, caro e de fraca qualidade), lembro-me de Menez, Ruy Leitão — o filho mais velho de Menez, suicidado aos 26 anos, porventura o artista mais representado desta exposição —, Teresa Magalhães, Batarda, Ana Hatherly, Palolo, Clara Menéres, Fernando Calhau, Skapinakis, Paula Rego, Joaquim Bravo, Lourdes Castro, Jorge Martins, Maria José Aguiar, Manuel Baptista, René Bértholo, Fátima Vaz, José de Guimarães, Ana Vieira, Cutileiro, Luisa Correia Pereira e Noronha da Costa. Mas há mais. A quota inglesa inclui, entre outros, Allen Jones, Bernard Cohen, Tom Phillips e Jeremy Moon. Os quadros e esculturas estão na vasta galeria da Gulbenkian. Mas há três cubículos negros, não identificados de modo a perceber-se que são micro-galerias, onde as curadoras juntaram obras relacionadas com o 25 de Abril e a liberdade em geral, a evolução dos costumes (moda) e o sexo. Conheço gente que foi ver a exposição, esteve lá hora e meia, e não deu por esses cubículos. Num deles meteram o Relicário (1969) de Clara Menéres, e também pequenas esculturas de Cutileiro. Essas obras foram colocadas dentro de caixas-armários. E a maior parte das pessoas pensa que elas, as caixas-armários, são obras de arte em si mesmas. São muitos os que, quando abrimos a porta da caixa-armário, ficam espantados. O aviso ABRIR/OPEN é bem visível, mas as pessoas, como são muito inteligentes, pensam que é uma instalação, suspiram, citam Lacan, e preparam-se para aprofundar o tema no próximo jantar de amigos: «Tás a ver, o sintagma preposicional...» / «Diria antes epítome da dimensão material do nó barromeano...» Vi muito disto, sei como é.

Como a fotografia que publiquei ontem não deixa ver com clareza a porta da caixa-armário, publico hoje outra, mais explícita. Clique.

domingo, 20 de maio de 2018

PURITANISMO


Está patente na Gulbenkian a exposição Pós-Pop. Fora do Lugar-Comum, comissariada por Ana Vasconcelos e Patrícia Rosas. Junta ingleses e portugueses como, entre outros, Bernard Cohen, Menez, Tom Phillips, Ruy Leitão (o artista mais representado), Fátima Vaz, Jeremy Moon, Teresa Magalhães, Allen Jones, Clara Menéres, Jorge Martins, Lourdes Castro, José de Guimarães, Paula Rego, Joaquim Bravo, Ana Hatherly, Manuel Baptista, Batarda, Palolo, Skapinakis e Cutileiro. Fica até Setembro. Mas se quiser ver o caralho de Clara Menéres — a artista chamou-lhe Relicário —, falecida dias antes da abertura da exposição, tem de abrir as portadas da caixa onde o relicário (caixinha) foi escondido. O mesmo sucede com as mini-esculturas de Cutileiro. O politicamente correcto chegou à Avenida de Berna.

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sábado, 19 de maio de 2018

O CASAMENTO


É um conto de fadas encenado ao milímetro? Com certeza. Mas, no meio da insânia universal, faz bem testemunhar a felicidade estampada nos rostos de Harry e Meghan. Segui o casamento pela BBC. Mas, depois do almoço, fiz zapping retrospectivo pelos canais portugueses. Uma vergonha. A TVI mandou Judite e Goucha, e os dois, perdidos num jardim de Windsor, multiplicaram-se em frioleiras, sem conseguirem dar uma única informação relevante. Desde quando tiara passou a ser bandolete? A  RTP comentou em off: a voz masculina não foi capaz de identificar Oprah, mas os ‘traços raciais’ não eram de todo estranhos. Já não tive paciência para a SIC. Por que é que se gasta dinheiro com estes directos que não servem para nada?

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quinta-feira, 17 de maio de 2018

WOOLF & GOMES


Hoje na Sábado escrevo sobre Diários de Virginia Woolf (1882-1941). O leitor fará decerto a mesma pergunta: porquê o plural? Porquê Diários...? A exemplo de outros autores, Virginia Woolf podia ter escrito e publicado vários, mas não o fez. Como procede do título original — The Diary of Virginia Woolf —, trata-se de obra única, parcialmente divulgada por Leonard Woolf, em 1953 (ou seja, doze anos depois da morte da mulher), com o título A Writer’s Diary. Para o ler na íntegra, seria preciso esperar por 1984, ano em que Anne Olivier Bell e Andrew McNeillie deram à estampa o quinto volume do diário completo. Em 1985 e 1987, foi a partir dessa edição que Maria José Jorge publicou em dois volumes uma selecção do diário de Virginia Woolf. E é novamente a partir dela que Jorge Vaz de Carvalho publica, em volume único, a presente tradução. Jorge Vaz de Carvalho começa um dia mais cedo. Mas logo no dia seguinte, 2 de Janeiro de 1915, salta quatro linhas: os comentários de Mrs. Le Grys, o conde lambareiro, etc. Fazem aqui falta parêntesis rectos, porque a maioria dos leitores não sabe que, entre «comida frita em manteiga» e «Depois disto» (p. 17), existem frases omissas.  O processo repete-se ao longo do livro. Não vem daí mal ao mundo, o responsável pela edição tem liberdade de escolha, mas, na mesma entrada, as interrupções de discurso têm de estar sinalizadas. Isto dito, é fascinante ler o diário de alguém que esteve na origem do mundo moderno tal como o conhecemos. Com efeito, Virginia Woolf, os irmãos e os amigos, mais os amantes de todos eles, deram, a partir de Bloomsbury, uma guinada nos costumes vitorianos. Como disse um dia Petra Kipphoff, tudo era permitido, excepto a estupidez, a falta de estilo e de graciosidade. Por estas páginas passa gente tão decisiva como T. S. Eliot, John Maynard Keynes, Bertrand Russell, E. M. Forster, Katherine Mansfield, Aldous Huxley e dezenas de outros (cito apenas um punhado de nomes incontornáveis), embora alguns dos episódios mais interessantes sejam de terceiros. Lamenta-se a ausência de índice onomástico. Quatro estrelas. Publicou a Relógio d’Água.

Escrevo ainda sobre Florinhas de Soror Nada, o romance mais recente de Luísa Costa Gomes (n. 1954). Uma autora com os seus recursos narrativos, salta com facilidade entre géneros literários. Não admira que no conto, como no romance e no teatro, a fasquia tenha estado sempre lá em cima. Este mantém a bitola. Num autor menos apetrechado, a história de Teresa Maria, a criança que queria ser santa à maneira da outra, a de Ávila, até ao dia em que faz apostasia, tenderia a roçar o kitsch. Mas a autora controla o discurso com sageza: «Mencionando a natureza demoníaca da mulher […] chegou o padre depois de muitos rodeios à questão vexante.» Sexo, naturalmente. Teresa Maria é o ponto de partida da efabulação. Como quem não quer a coisa, o romance ilustra o regime de beatério em que sucessivas gerações de portugueses foram educados. Que isso seja feito com desenvoltura, ironia («A Madre Superiora ainda não morrera e já trazia a múmia de Santa Catarina em projecto na face») e distância crítica, é factor de mérito acrescido. Isso, e os episódios pícaros que pontuaram as vidas da Legenda Áurea. Quatro estrelas. Publicou a Dom Quixote.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

UM AMERICANO EM PARIS


Fui hoje ver, em cinema, a versão para teatro que Christopher Wheeldon fez de Um Americano em Paris. O espectáculo transmitido foi o que esteve em cena no Dominion Theatre, de Londres. Duas horas e meia de arrebatamento. Magia pura. Robert Fairchild (como Jerry Mulligan), do New York City Ballet, e Leanne Cope (como Lise Dassin), do British Royal Ballet, encabeçam um elenco de cantores e bailarinos excepcionais. Por incrível que pareça, Fairchild faz esquecer Gene Kelly. E nunca a música de Gershwin me pareceu tão esplendorosa. É óbvio que espectáculos com este nível de perfeição nos impedem de transigir com a mediocridade aperaltada.

Na imagem, Robert Fairchild e Leanne Cope. Clique

terça-feira, 15 de maio de 2018

TOM WOLFE 1930-2018


Morreu ontem Tom Wolfe, o escritor e jornalista americano que nos anos 1960 inventou o conceito de New Journalism. Autor de quatro romances, vinte colectâneas de ensaios e dezenas de artigos publicados nos últimos 60 anos, Wolfe foi, depois de Gore Vidal, o crítico mais mordaz da realidade americana. Radical Chic, um termo que é hoje património da língua inglesa, foi um dos muitos que grafou. A Fogueira das Vaidades (1987), um dos seus livros traduzidos em Portugal, foi levado ao cinema em 1990 por Brian De Palma. Wolfe tinha 88 anos e estava internado num hospital de Manhattan. A notícia da sua morte só hoje foi divulgada.

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segunda-feira, 14 de maio de 2018

NETTA & SOBRAL


Vi algumas passagens das semi-finais do festival da Eurovisão e o que vi era agitprop LGBT+ sem disfarce. Nada contra, pelo contrário.

Hoje, o embaixador de Israel em Lisboa confirmou o meu juízo: «Será uma grande celebração, uma grande festa para a comunidade LGBT e será uma outra oportunidade para a comunidade LGBT receber e celebrar com gays de toda a Europa, e nós damos as boas-vindas a todos na Gay Parade, do próximo mês e na Eurovisão do próximo ano

Terá sido isso que incomodou o rapaz Sobral? O vencedor do ano passado considerou a canção vencedora uma merda, e está no seu direito de achar isso mais um par de botas, mas não havia necessidade.

Na imagem, a vencedora Netta Barzilai. Clique.

TORRA, O XENÓFOBO


O grupo socialista do Parlamento Europeu lamenta que um xenófobo como Quim Torra tenha sido eleito Presidente da Generalitat: «Os seus comentários racistas são absolutamente repugnantes e lançam dúvidas sobre a sua aptidão para assumir o cargo

Deputado eleito nas listas de Junts per Catalunya, Quim Torra, 55 anos, foi hoje eleito President por 66 votos contra 65. Católico ultramontano, supremacista, direitista, assume o cargo ‘em nome de Puigdemont’. No mais inocente dos seus tuítes, a criatura escreve: «Os espanhóis não são pessoas

A eleição ocorreu cinco meses após as eleições catalãs.

Clique na imagem.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A PIRUETA

Foi preciso Angola retirar o seu embaixador de Lisboa para Portugal perceber que a teimosia do MP podia ter consequências imprevisíveis.

Hoje mesmo, o Tribunal na Relação de Lisboa decidiu enviar para Luanda o processo do antigo vice-presidente Manuel Vicente.

Em Portugal, Manuel Vicente nunca foi constituído arguido, embora seja suspeito dos crimes de corrupção activa, branqueamento de capitais e falsificação de documento. O magistrado Orlando Figueira, que está a ser julgado, seria o principal corrompido, por, alegadamente, ter arquivado os processos que tinha em mão.

IDENTIDADE DE GÉNERO


A propósito da lei de mudança de género aos 16 anos, o Presidente da República enviou uma mensagem à Assembleia da República solicitando que, no caso de menores, os deputados ponderem a inclusão de relatório médico prévio à decisão.

Diz Marcelo, e diz bem: «havendo a possibilidade de intervenção cirúrgica para mudança de sexo, e tratando-se de intervenção que, como ato médico, supõe sempre juízo clínico, parece sensato que um parecer clínico possa também existir mais cedo, logo no momento inicial da decisão de escolha de género

Afinal, trata-se de «deixar a quem escolhe o máximo de liberdade ou autonomia para eventual reponderação da sua opção, em momento subsequente, se for caso disso

Fotos do álbum Queer Portraits, do fotógrafo canadense JJ Levine. Clique.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

ACABOU?

Miguel Pinheiro, hoje no Observador.

«Mesmo que o Ministério Público não consiga provar as acusações em tribunal, mesmo que ele seja absolvido, depois de tudo o que se passou nos últimos dias Sócrates ficará na história como um corrupto, como um mentiroso, como um venal. Só lhe resta, portanto, uma saída: contar tudo. Se, de facto, José Sócrates é aquilo que o Ministério Público diz, então conhecerá muitíssimo bem os subterrâneos do regime. Quem recebeu o quê? De quem? Em troca de quê? Nomes, nomes e mais nomes.» 

Portanto, pelo sim, pelo não, faz-se a cama ao homem. E há muitas maneiras de a fazer. O folhetim está longe de acabar.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

DGARTES


Paula Varanda, directora-geral das Artes, foi esta manhã demitida pelo ministro da Cultura. O comunicado refere que «o ministério da Cultura tomou conhecimento de factos que tornam incompatível a manutenção de Paula Varanda no cargo

Como será revelado hoje à noite no Sexta às 9, da RTP, um desses factos prende-se com o financiamento da DANSUL / Dança para a Comunidade no Sudeste Alentejano, associação de que Paula Varanda é gestora.

CRAVO & FERRADURA

Carlos César, presidente do PS e líder da respectiva bancada parlamentar, fez um statement após ter recebido a carta de demissão de Sócrates:

«José Sócrates deixou uma marca muito positiva como primeiro-ministro, num período em que o nosso país alcançou um progresso e resultados assinaláveis. O PS orgulha-se do seu contributo em toda a história democrática e em particular dos períodos em que assumiu responsabilidades

Ontem sentia vergonha, hoje tem orgulho. Em que ficamos?